EXTREMO NORTE

O atacante Neymar Jr. usou sua rede social, nesta quinta-feira (18), para lamentar o período de mais de um ano onde diversos países seguem sofrendo por razão da pandemia de Covid-19. Em seu perfil no Instagram, ele lamentou a data em que o Instituto Neymar Jr. completa um ano de portas fechadas e pediu que chegue ao fim a crise sanitária: "Já deu". Mais de 284 mil pessoas morrem no Brasil com a doença.

A mensagem foi compartilhada no story do atleta, que palpitou sobre uma publicação de seu pai. ​O responsável pelo craque do PSG havia compartilhado que a instituição do astro, em Santos, está fechada há um ano por consequência da pandemia. Enquanto as ações sociais estão paralisadas, o futebol segue acontecendo. Neymar se recupera de lesão para voltar ao clube de Paris.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou parcialmente hoje o plano do governo federal para conter a covid-19 entre os povos indígenas. Para Barroso, a proposta apresentada é precária, mas foi homologada pela "necessidade premente dfffe aprovação de modo a que se possam salvar vidas".

Em sua decisão, Barroso ressaltou que diversas medidas determinadas por ele não foram atendidas, demonstrando um quadro de "profunda desarticulação" por parte dos órgãos envolvidos na elaboração do documento. RELACIONADAS Queiroga vai se deparar com os piores números da pandemia, diz Gabbardo Universidades federais avançam na criação de vacinas contra covid-19 

Ajustes no plano Em até 15 dias, o Ministério da Justiça deve coordenar e apresentar um Plano de Execução e Monitoramento do Plano Geral que detalhe as ações a serem tomadas. O ministro Barroso destacou sete pontos em sua decisão, são eles: distribuição de cestas alimentares; acesso a água potável e a saneamento; vigilância e informação em saúde; assistência integral e diferenciada; disponibilização de pessoal, equipamentos e infraestrutura em geral; governança quanto à execução do plano. O ministro também não homologou a parte do plano que trata da proposta de isolamento de invasores de terras indígenas e de governança, ação determinada por ele e ratificada pelo Plenário do STF 

Barreiras sanitárias: Que o governo federal ouça a Sala de Situação e apresente um plano de criação de barreiras sanitárias em terras indígenas; Plano de enfrentamento da covid-19: Que o governo federal elabore, com a participação das comunidades e do Conselho Nacional de Direitos Humanos, um Plano de Enfrentamento da Covid-19 para os Povos Indígenas Brasileiros; Contenção de invasores: Que o governo federal inclua no Plano de Enfrentamento e Monitoramento da Covid-19 para os Povos Indígenas medida de contenção e isolamento de invasores em relação a terras indígenas. Destacou, ainda, que é dever do Governo Federal elaborar um plano de desintrusão; Subsistema indígena: Que todos os ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/03/16/stf-homologa-parcialmente-plano-do-governo-para-deter-covid-entre-indigenas.htm?cmpid=copiaecola

Um bebê recém-nascido foi descoberto não apenas com uma nova variante do novo coronavírus, mas com uma carga viral 51.418 vezes maior do que outros pacientes jovens. O caso aconteceu em Washington, nos Estados Unidos.

A nova variante foi identificada recentemente quando os pesquisadores sequenciaram o genoma do vírus do bebê, que foi tratado em setembro. Apesar da gravidade do caso, ele se recuperou.

De acordo com os pesquisadores, essa variante sequenciada tem um tipo diferente de estrutura de proteína spike que pode torná-la mais infecciosa. Porém, ainda não está claro se essa nova variante explica o grande número de partículas virais detectadas no nariz do bebê, mas há uma associação forte, segundo os cientistas.

O banco de dados dos EUA tem registrado outros oito casos dessa variante em crianças no país, de acordo com um estudo pré-impresso.

Nos últimos cinco meses,  o número de casos pediátricos de coronavírus aumentou “dramaticamente”, de  acordo com a Academia Americana de Pediatria e a Associação de Hospital Infantil.

Os pesquisadores ainda não entendem totalmente todas as implicações do coronavírus para crianças e bebês. Os casos graves de covid-19 nessa população são raros, mas existem.

Em apenas 17 minutos após o lançamento, ocorrido à 1h54 (horário de Brasília), o satélite Amazonia 1 alcançou o destino a 752 quilômetros de altitude da superfície da Terra. O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na cidade de Sriharikota, na província de Andhra Pradesh, na Índia, e marcou dois avanços tecnológicos do país: o domínio completo do ciclo de desenvolvimento de um satélite - conhecimento dominado por apenas vinte países no mundo - e a validação de voo da Plataforma Multimissão (PMM), que funciona como um sistema adaptável modular que pode ser configurado de diversas maneiras para cumprir diferentes objetivos. A afirmação foi feita por Mônica Rocha, diretora substituta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O lançamento do satélite - fruto de uma parceria entre o programa espacial brasileiro e a Índia - foi comemorado na madrugada de hoje (28) por técnicos, engenheiros e demais membros da equipe de desenvolvimento tecnológico do equipamento. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, acompanhou diretamente do centro de controle da missão na Índia, e fez questão de reafirmar a parceria entre os dois países. “Este momento representa o ápice desse esforço [de desenvolvimento do projeto], feito por tantas pessoas. Esse satélite tem uma missão muito importante para o Brasil. Essa parceria [entre Brasil e Índia] vai crescer muito. Portanto, muito obrigado pelo lindo lançamento, lindo foguete e por todo o esforço. As bandeiras [da índia e do Brasil] representam exatamente o que estamos fazendo aqui hoje: uma relação cada vez mais forte”, discursou o ministro para a equipe indiana após o anúncio do sucesso da missão.

O satélite foi lançado no Centro de Lançamento Satish Dhawan Space Centre, em Sriharikota, na Índia.
O satélite foi lançado no Centro de Lançamento Satish Dhawan Space Centre, em Sriharikota, na Índia. - Reprodução/Youtube MCTI

“Estou extremamente satisfeito em declarar o sucesso do lançamento preciso do Amazonia 1 hoje. Nesta missão, a Índia e a ISRO [agência espacial indiana] estão extremamente honradas e felizes em lançar o primeiro satélite operado pelo Brasil. Minhas sinceras congratulações ao time brasileiro por essa conquista. O satélite está em órbita, os painéis solares se abriram e está tudo funcionando muito bem", afirmou o presidente da ISRO, K. Sivan ao final da operação.

TV Brasil acompanhou todas as etapas do lançamento em um programa especial com entrevistas, comentários e curiosidades sobre o Amazonia 1 e a nova etapa do programa espacial brasileiro.

O Amazonia 1 foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) - órgãos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Publicado em 28/02/2021 - 01:00 Por Sarah Quines - Enviada especial da TV Brasil - São José dos Campos (São Paulo)*
Atualizado em 28/02/2021 - 04:50

 

O Ministério Público está investigando a segunda denúncia de simulação na aplicação da vacina contra a Covid-19 em um idoso de 84, em Goiânia. Um vídeo feito pelo filho do aposentado mostra quando a técnica de enfermagem fura o braço do paciente com a agulha, mas não injeta o líquido (veja acima). A aplicação só foi feita de maneira correta em uma segunda tentativa.

Na quinta-feira (18) já foram ouvidos o filho do idoso, que fez o vídeo, e duas enfermeiras que testemunharam o fato. Também foi solicitado um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde e também da Vigilância Sanitária Municipal. O nome da profissional não foi divulgado.

O caso investigado aconteceu na manhã de quinta-feira em uma das unidades de drive-thru da capital. O vídeo mostra quando o aposentado Osvaldo Peres tem o braço furado com a agulha. A enfermeira puxa o êmbolo e, na sequência, sem injetar o líquido, tira a agulha do braço e coloca um algodão.

O filho do idoso, Leonardo Lopes Peres, de 45 anos, percebeu o erro e cobrou da enfermeira, mostrando que ela não tinha injetado o líquido. A mulher reconheceu a falha e pediu desculpas. Apenas depois disso é que o aposentado foi devidamente vacinado.

 

A enfermeira chegou a procurar uma delegacia para registrar uma queixa contra o filho do idoso por ele ter publicado a imagem nas redes sociais. À polícia, ela disse que o líquido não foi injetado porque teve problema com a agulha.

Porém, o delegado não registrou nenhum boletim de ocorrência porque a conduta do filho do idoso não foi criminosa. “Se houve alguma atitude, algum fato criminoso, foi praticado pela enfermeira que deu causa a essa situação”, disse o delegado Washington da Conceição.

O idoso disse que não acredita nessa versão. “Por que ela não disse que essa agulha teria entupido? Ela veio com outra justificativa, veio pedindo desculpa, menos essa, de agulha entupida”, disse.

Técnica de enfermagem não injeta vacina em idoso na primeira aplicação, em Goiânia — Foto: Leonardo Lopes/Arquivo pessoal

A Secretaria de Saúde disse que a profissional que aplicou a dose é servidora da Associação dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Affego) e que está investigando o que aconteceu para tomar as medidas cabíveis.

A Affego informou que é parceira da Secretaria Municipal de Saúde na vacinação e está empenhada em esclarecer os fatos. A associação disse que vai colaborar com as investigações para tomar as medidas cabíveis.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) informou que já está apurando essa nova denúncia. “Abrimos um procedimento médico-disciplinar para certificar o que realmente aconteceu. Diante disso, um fiscal vai buscar todas as informações para certificar que o profissional que administrou a vacina é profissional de enfermagem”, disse a presidente do Coren, Edna de Souza Batista.

 

Erro

No último dia 10, a filha de uma idosa denunciou que a enfermeira não tinha aplicado o imunizante na mãe na primeira aplicação. O caso também está em investigação no Ministério Público. Diante dos erros, o órgão fez recomendações à Secretaria Municipal de Saúde para tentar evitar novas falhas.

“O Ministério Público recomendou, em reunião, que dois profissionais se encarreguem desse processo, um aplicando e o outro assistindo. Recomendou também para que se busquem sempre, dentro de todas as possibilidades, alocar pessoas com experiência. Sabemos que essa celeridade que é exigida pode interferir, sim, na qualidade dos trabalhos, disse a promotora Marlene Nunes Freitas Bueno.

 

A diretora de Vigilância Epidemiológica, Grécia Pessoni, disse que houve um erro no procedimento, mas não acredita que tenha sido proposital ou para desvio de doses. Sobre a possibilidade da agulha ter apresentado problemas, ela disso que isso é possível, apesar de incomum.

“De fato, essa seringa deveria ter sido testada antes. Então a gente percebe, sim, que houve uma falha nesse procedimento. Todo profissional de saúde, principalmente o da enfermagem, sabe que uma vez essa seringa é introduzida no braço do paciente, ela já é contaminada. Acredito que nenhum profissional de enfermagem tem interesse de levar essa dose para casa, porque ele sabe que ali pode estar contaminado com o material do paciente. De qualquer forma, essa vacina tem que ser feita imediatamente após aspirada, ela não pode ser guardada”, afirmou.

 

Sobre as recomendações para evitar novos erros, ela disse que desde a semana passada, quando foi denunciado a primeira suspeita de falha, foi orientado que os profissionais trabalhem em pares.

“Além disso, que mostrem a seringa antes e depois da aplicação para o paciente e que haja uma pausa a cada hora trabalhada, de dez a 15 minutos, para que aquele movimento repetitivo não gere um erro”, disse.

Por fim, a diretora afirmou que todos os profissionais envolvidos passarão novamente por uma capacitação.

Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

 

Por Vitor Santana, G1 GO

Com doses de vacina contra a covid-19 se esgotando, governadores e congressistas preparam uma ofensiva sobre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para acelerar a chegada de novos imunizantes ao país. A pressão sobre o general aumentou após Pazuello prometer que todo o país será imunizado ainda neste ano, mesmo com o governo federal patinando para ampliar a oferta de vacinas.

O Fórum dos Governadores reúne-se com Pazuello na quarta-feira (17). Os chefes dos estados e do Distrito Federal vão cobrar, novamente, um cronograma para a entrega das doses. "Nos aproximamos de 30 dias do início da vacinação com perspectiva de alcançar apenas 3% da população brasileira vacinada. Neste ritmo não vai se concretizar o plano do governo de vacinar, até junho metade da população", disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena trabalhos do Fórum sobre vacina.

O Ministério da Saúde afirma que 11,1 milhões de doses já foram entregues. Este volume serve para vacinar cerca de 6,5 milhões de pessoas. Segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde, o número de pessoas vacinadas no país chegou a cerca de 5 milhões no domingo (14). Os dados do Ministério da Saúde, que estão desatualizados, apontam cerca de 3 milhões de pessoas que receberam ao menos a primeira dose.

Pressionado pela ameaça de uma CPI, Pazuello disse, no último dia 11, a senadores, que metade da população será vacinada até junho. O restante, até dezembro, disse o general. Segundo o ministro da Saúde, o Brasil trabalha para ter "reservas" de vacina e até mesmo exportar para outros países da América Latina.

A falta de doses, porém, tem travado as campanhas de imunização. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) anunciou nesta segunda-feira (15) que irá interromper a aplicação da vacina pela falta de doses. A Secretaria de Saúde de Ananindeua (PR) informou o mesmo no domingo (14), pois chegou ao fim "o quantitativo para a aplicação da primeira dose em idosos", segundo nota do órgão.

Há ainda reclamações sobre o critério para distribuição das doses. O governo do Pará reclama de ser o último colocado, na conta ajustada pela população de cada Estado. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), escreveu no Twitter que o ritmo lento da campanha na cidade deve-se ao número de doses recebidas. "Santa Catarina é o penúltimo estado que menos recebeu doses proporcionalmente a sua população", afirmou.

Pressão parlamentar

O Congresso também cobra mais agilidade do Ministério da Saúde para a entrega dos imunizantes. O deputado federal e líder do Cidadania, Alex Manente (SP), apresentou requerimento de informações para que Pazuello detalhe o plano de vacinação contra a covid-19. O deputado pede o volume de recursos que o governo federal pretende destinar, a quantidade de imunizante, prazos de recebimento, a logística, cópia de contratos assinados com os laboratórios, motivos do andamento lento da vacinação e o planejamento para dar visibilidade para as campanhas. O pedido ainda precisa ser aprovado pela Mesa da Câmara.

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) apresentou questionamentos, já aprovados pela Câmara, sobre a campanha de vacinação. Ela pede, por exemplo, para a Saúde mostrar como pretende "alcançar a quantidade de doses suficientes para que o plano de vacinação da população brasileira ocorra de maneira satisfatória". Além disso cobra informações sobre o plano para a aquisição de insumos farmacêuticos para a produção das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz. Deputados do Novo também encaminharam a Pazuello dúvidas sobre as negociações por vacinas. Eles citam a proposta de 70 milhões de doses da Pfizer, que tem sido tratada com desdém pelo ministro da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro.

A Câmara dos Deputados ainda deve votar na quinta-feira (18) a medida provisória 1026/2021, que libera a compra de vacinas mesmo antes do registro do produto na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Auxiliares de Pazuello tem dito que a aprovação desta medida, que ainda terá de ser apreciada pelo Senado e sancionada por Bolsonaro, deve destravar a compra de vacinas como a Sputnik V e a Covaxin, desenvolvidas, respectivamente, na Rússia e na Índia.

Mais de 30 senadores assinam um pedido de abertura de CPI sobre a atuação do governo Bolsonaro na pandemia. O governo tenta usar a promessa de Pazuello de imunizar toda a população neste ano como defesa para esfriar esta investigação.

Ministério patina

O Ministério da Saúde afirma, em nota, que tem 354 milhões de doses garantidas para este ano. "Por meio dos acordos com a Fiocruz (212,4 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses)", diz a pasta.

No entanto, há ainda incertezas sobre o cronograma destas entregas. O envase das doses no país depende da importação do insumo farmacêutico aos laboratórios públicos e já houve atraso nas primeiras compras. A Fiocruz também não tem um calendário claro sobre a produção completa da droga no país. Além disso, o governo esperava receber 14 milhões de doses via Covax Facility a partir de março, mas essa previsão caiu para 10 milhões. O ministério também queria importar 10 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia, mas conseguiu, por enquanto, apenas um novo lote de 2 milhões de unidades.

O governo também negocia a entrega de 20 milhões de doses da Covaxin e 10 milhões da Sputnik, mas estas negociações têm derrapado. "A expectativa do Ministério da Saúde em oficializar nesta semana compromissos com as farmacêuticas russa e indiana não se concretizou em função de atrasos nos repasses de informações por parte das empresas. Ainda há esclarecimentos pontuais, porém importantes, a serem feitos", disse a Saúde, em nota, na sexta-feira (12).

Em audiência no último dia 11, no Senado, Pazuello disse que 4,8 milhões de doses seriam entregues nas próximas 2 semanas. Ele também disse que alguns Estados receberam mais doses por causa do acordo de imunizar 34% dos profissionais de saúde e toda a população indígena nesta primeira fase. "Naquele grupo são 'tantas pessoas' naquele estado. Às vezes, há um estado com a população com percentual menor, mas há mais profissionais de saúde, por exemplo, que atendem pessoas de outros estados também", explicou o ministro.

Conhecido tradicionalmente como mês da folia no calendário brasileiro, fevereiro de 2021 será diferente. A pandemia de covid-19 afetou a comemoração em praticamente todo o território nacional, já que estados e municípios suspenderam as principais festas e desfiles em virtude da possível escalada no número de infecções pelo novo coronavírus em meio às aglomerações de carnaval.

A decisão afeta até mesmo aqueles que não participam da folia, já que o carnaval não é considerado feriado nacional. A decisão de eximir os dias de trabalho do carnaval cabe a estados e municípios, que devem regulamentar o recesso por meio de leis ou decretos.

Certas localidades do Brasil - como a capital, Brasília, - deixaram a decisão a cargo dos patrões, configurando assim o ponto facultativo, enquanto outras suspenderam totalmente a possibilidade de abono. Em grande parte do país, os dias em que normalmente se comemora o carnaval serão dias comuns, sem dispensa ou redução da jornada de trabalho.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro o ponto facultativo está mantido pelo governador em exercício, Cláudio Castro. Já na capital, o prefeito Eduardo Paes voltou atrás após decretar medida semelhante e suspendeu o ponto facultativo tanto na segunda (15), como na quarta-feira (17). O feriado será mantido na terça-feira (16) no estado e no município.

A prefeitura justificou a suspensão do ponto facultativo como uma das medidas para evitar aglomerações na cidade, que obedece ao planejamento conjunto de diversos órgãos para o período de carnaval.

Desfiles de blocos de rua e de escolas de samba estão proibidos na capital. Antes mesmo do decreto da prefeitura do Rio, representantes dessas manifestações culturais já tinham indicado que, diante dos efeitos da pandemia da covid-19, não fariam os desfiles. Para Jorge Castanheira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que reúne as agremiações do grupo especial, não seria possível manter os cuidados sanitários com os níveis de contaminação elevados que têm sido registrados, ainda mais após a evolução dos casos.

 
Iluminação do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, que não terá desfiles neste ano. - Divulgação/Riotur

“É muito difícil para a gente ficar um ano inteiro na expectativa de preparar um espetáculo e não poder consumá-lo. A mesma coisa a questão de julho [quando estava previsto o carnaval fora de época]. A gente estava na expectativa de fazer o carnaval em julho. Não é possível pensar [nisso] com a pandemia no patamar em que se encontra. É lamentável para a gente, mas é uma questão mundial”, completou.

Com a suspensão dos desfiles, profissionais que pertencem à cadeia produtiva do carnaval ficaram sem trabalho justamente em um período em que costumam reforçar os rendimentos. A prefeitura do Rio lançou um edital de apoio ao setor que vai distribuir R$ 3 milhões a 125 propostas. A presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (Sebastiana), Rita Fernandes, afirmou que o edital seria recebido "com muita felicidade", já que o cancelamento da folia deixou muita gente sem trabalho.

“São artistas, artesãos, compositores, músicos e ritmistas, muitos profissionais que não vão trabalhar e precisavam de alguma ajudar para suprir essa ausência. Foi um passo de suma importância e abre caminho para editais de fomento à cultura no Rio", destacou. 

Bloco da Preta

Com os desfiles cancelados, a saída encontrada pelo Bloco da Preta, da cantora Preta Gil, é fazer uma live. O bloco, que é um dos mais esperados do carnaval carioca e no ano passado concentrou quase 400 mil pessoas no centro do Rio, em 2021 reunirá o público de forma virtual neste domingo (14) às 16h. Segundo a cantora, parte da arrecadação com patrocínios vai ser destinada aos catadores de lixo e ambulantes que trabalham no carnaval e este ano ficaram sem rendimentos.

Aglomerações

A prefeitura do Rio promete ser rígida para evitar multidões espalhadas pela cidade. As medidas estão no plano logístico das ações de combate às aglomerações, anunciado na quinta-feira (11), que prevê desde fiscalizações intensas a punições às pessoas que desrespeitarem as regras, como quem insistir em promover festas e desfiles irregulares.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro vai coibir grandes aglomerações de público para evitar a propagação de covid-19. O planejamento é empregar no período entre sábado (13) e terça (16) 13.828 policiais militares nas ações, e 2 mil viaturas devem circular diariamente em todo o estado.

As ações de fiscalização terão o reforço do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ), incluindo vistorias noturnas. Os militares de todos os quartéis estarão de sobreaviso para atender aos chamados recebidos por canais de denúncia.

Na capital, policiais militares atuarão com guardas municipais e agentes do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro).

Distrito Federal

Em novembro de 2020, o governo do Distrito Federal (DF) decidiu pelo cancelamento das festas de réveillon e de carnaval. Na ocasião, decidiu-se que eventos públicos comemorativos referentes a essas datas não ocorreriam.

Também ficou proibido o funcionamento de boates e casas noturnas, além de realização de eventos que exigissem licença do Poder Público, com exceção de eventos corporativos como congressos, convenções, seminários, simpósios, feiras e palestras.

Na quinta-feira (11), o governo do DF publicou decreto proibindo a realização de festas, eventos e blocos de carnaval em Brasília. Quem desrespeitar a determinação está sujeito à multa de, no mínimo, R$ 20 mil.

Apesar de ter cancelado os eventos públicos, o governador Ibaneis Rocha decidiu manter o ponto facultativo de carnaval no Distrito Federal, na segunda (15), na terça (16) e até as 14h da Quarta-Feira de Cinzas (17).

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) informou que as óticas, papelarias, livrarias, açougues e floriculturas não abrirão as portas na segunda e terça-feira. Já na Quarta-Feira de Cinzas, os empresários desses segmentos estão autorizados a abrir normalmente, assim como neste domingo.

Já o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista) informou que as lojas de entrequadras e de shoppings ficarão abertas neste domingo e segunda-feira. Na terça-feira, o comércio ficará fechado em razão do Dia do Comerciário. Na Quarta-Feira de Cinzas será retomado o funcionamento normal.

Os shoppings e lojas de rua do DF poderão funcionar neste domingo, na segunda e na Quarta-Feira de Cinzas. Os shoppings, por sua vez, devem seguir decreto governamental, que restringe o horário das 10h às 22h, por conta da pandemia.

No domingo, a maioria dos centros comerciais começam suas operações a partir das 13h;  lojas de rua não contam com restrições de funcionamento. Na terça-feira, está proibida a abertura. As medidas preocupam comerciantes de rua, que temem ficar sem renda em um dos principais feriados do ano.

Pernambuco

O cancelamento do carnaval também foi adotado pelo governo de Pernambuco. Em dezembro, um decreto cancelou a realização de festas e shows públicos e privados. Também foi cancelado o ponto facultativo na segunda-feira e terça-feira de folia.

As duas maiores representantes do carnaval pernambucano, Olinda e Recife, também decidiram cancelar o ponto facultativo. Com a suspensão do carnaval, a prefeitura de Olinda publicou um decreto suspendendo o ponto facultativo noa segunda e na terça.

A prefeitura de Recife decidiu na última terça-feira (9) suspender o ponto facultativo. Com a decisão, haverá expediente normal na segunda, na terça e na Quarta-Feira de Cinzas.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) se posicionou favoravelmente à suspensão do ponto facultativo. A entidade disse que as unidades do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac também irão funcionar normalmente no período de carnaval. A organização afirmou que a medida deve "evitar aglomerações em praças e locais públicos e a disseminação da covid-19, cujo número de novos casos tem aumentado em todo o estado de Pernambuco."

Mesmo com o cancelamento do carnaval, o governo estadual adotou outras medidas para evitar a aglomeração de pessoas. Na última quarta-feira (10), o governo estadual publicou um decreto proibindo o funcionamento de bares, restaurantes e do comércio ambulante no bairro do Recife e no sítio histórico de Olinda. A proibição de funcionamento está sendo aplicada desde 20h da sexta-feira (12) até as 6h de segunda.

Ainda de acordo com o governo, haverá um reforço de 1.928 postos de trabalho de policiamento para fiscalizar e reprimir aglomerações durante o período carnavalesco.

São Paulo

No estado de São Paulo e na capital paulista, os pontos facultativos de segunda, terça e quarta foram cancelados, tanto pela prefeitura da cidade quanto pelo governo estadual, em razão da pandemia de covid-19.

Todas as repartições e serviços públicos estaduais e do poder público municipal da capital paulista terão expediente normal nos três dias. Nas demais localidades do estado, cada município tem autonomia para manter ou cancelar os pontos facultativos.

No setor privado, a decisão fica a critério do empregador, que pode exigir trabalho normal nos três dias, sem necessidade de pagamento de horas extras ou qualquer remuneração adicional ou conceder folga aos empregados, mediante compensação posterior das horas não trabalhadas; ou ainda conceder abono nos três dias - situação em que os empregados não precisam compensar as horas de trabalho das folgas recebidas.

Como o objetivo é impedir aglomerações de pessoas festejos de carnaval, a prefeitura de São Paulo decidiu adiar o desfile das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, assim como o carnaval de rua na cidade. A administração municipal ainda não decidiu quando ocorrerão as festividades.

“A prefeitura de São Paulo informa que em função da pandemia não há data definida para o carnaval. Desde o anúncio do adiamento, a prefeitura vem articulando com as principais instituições carnavalescas da capital, que concordaram com a necessidade de mudança da data”, disse a administração municipal em nota enviada à reportagem.

Em razão do adiamento dos festejos do carnaval, a prefeitura de São Paulo organizou um festival online com a participação de blocos e outras entidades carnavalescas, que ocorre desde a última sexta-feira e vai até o dia 28 de fevereiro.

O evento, chamado Festival Tô Me Guardando, com participação de blocos e agentes culturais do carnaval da cidade, terá 122 apresentações, com transmissão nas redes sociais.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 14/02/2021 - 08:15 Por Luciano Nascimento, Cristina Índio do Brasil e Bruno Bocchini - Repórteres da Agência Brasil - Brasília

A Justiça de Roraima determinou nessa quarta-feira (10) a soltura dos agentes penitenciários presos e investigados por integrarem um esquema que favorecia uma facção criminosa nas unidades prisionais de Roraima.

A decisão é da juíza Daniela Schirato Collesi Minholi, da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas.

Os investigados foram presos durante a "Operação Alésia" da Polícia Federal, deflagrada em dezembro do ano passado.

Na decisão, a juíza considerou a recomendação do Ministério Público, que pediu a soltura devido a quantidade e complexidade dos fatos a serem analisados e a pendência de outras diligências, que poderiam "acarretar em excesso de prazo".

O grupo de servidores e dois empresários são suspeitos de participação em organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, peculato, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Apesar da soltura, os investigados deverão cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça, como:

 

  • Não sair de Boa Vista sem autorização da Justiça;
  • Manter atualizados os endereços e telefones para contato;
  • Recolhimento no endereço informado ao juízo no período noturno, a partir da 22h e nos dias de folga, finais de semana e feriados;
  • Proibição de acesso a qualquer unidade que componha o sistema prisional;
  • Proibição de contato com outros policiais penais, principalmente os envolvidos na presente investigação;
  • Suspensão do exercício da função pública, e do porte de arma por conta do trabalho, sem prejuízo de suas remunerações.

 

 

Procurada, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), que administra o sistema prisional do estado, informou que até o momento não recebeu alvará de soltura.

G1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Roraima sobre o cumprimento da decisão e aguarda resposta.

 

Operação Alésia

Agentes penitenciários da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc) - maior presídio do estado - são suspeitos de facilitar a entrada de objetos como drogas e celulares, permitir visitas não autorizadas e consentir transferência de presos para outras unidades prisionais em melhores condições.

Presos dos regimes semiaberto e aberto, foram beneficiados pelos agentes investigados. Conforme a Polícia Federal, a Cadeia Pública de Boa Vista, o Centro de Progressão Penitenciária, e a Central de Monitoração Eletrônica de Pessoas, também foram unidades afetadas pelo esquema.

A PF aponta que os empresários, condenados por múltiplos crimes sexuais contra vulneráveis, também se beneficiaram do esquema.

A investigação é um desdobramento da Operação Érebo, que mirou uma facção que atuava direto da Pamc e foi responsável por uma série de ataques incendiários no estado em julho de 2018. Durante as investigações, foram interceptadas ligações telefônicas de pessoas ligadas à administração da Sejuc com membros de uma facção.

O nome da operação Alésia, segundo a PF, faz alusão à célebre batalha travada entre as legiões romanas e o exército gaulês em 52 a.C. Naquele enfrentamento, as forças da então República romana guerrearam em duas frentes simultâneas e venceram, apesar da grande desvantagem numérica.

 

Neste fim de semana o Estado de Roraima alcançará mais uma conquista importante no trabalho de enfrentamento da COVID-19. Será feita a abertura do Hospital Estadual onde funcionou o antigo Hospital de Campanha. Com uma nova estrutura totalmente revitalizada, o espaço disponibilizará 120 leitos clínicos à população e funcionará como retaguarda ao HGR no tratamento da COVID-19.

“O Governo do Estado está trabalhando para garantir um atendimento de boa qualidade no combate à COVID-19. Vamos entregar nesse sábado, 120 leitos aqui no Hospital Estadual onde funcionava o Hospital de Campanha. Nesta sexta-feira, temos no HGR, 367 leitos, 345 ocupados e dessa forma vamos assegurar o atendimento para toda a população”, esclareceu o governador Antonio Denarium.De acordo com o secretário de saúde, Marcelo Lopes, a abertura do Hospital Estadual faz parte do trabalho proposto pelo Governo para apresentar uma resposta imediata à população nesse momento da pandemia.

“Essa será uma entrega bem importante pois serão 120 leitos com suporte ventilatório e de oxigênio para que a população possa ter a tranquilidade em saber que ao lotar os leitos do HGR teremos outros 120 a disposição para atender as demandas. Aqui o funcionamento será em ritmo de Hospital retaguarda, ou seja, os pacientes continuarão sendo tratados no HGR, onde é feita a entrada do paciente já que o HGR é Unidade referência para o tratamento da COVID-10, e a transferências serão feitas para este local depois do paciente já ter seu prontuário e a indicação clínica definidos. Esse é o compromisso do Governo melhorando o atendimento do povo de Roraima para a COVID-19”, complementou.

De acordo com o secretário Marcelo Lopes, o Hospital de Retaguarda funcionará de forma integrada com o HGR.

“O HGR é a nossa referência onde temos os todos os especialistas e o serviço de UTI, e desta forma os leitos de UTI continuarão no HGR e paralelo nós também estaremos trabalhando com todas as outras especialidades em um sistema de informação integrado com estas enfermarias daqui, onde poderemos acompanhar de dentro do HGR todo o trabalho que acontece aqui até a alta médica”, complementou.

A expectativa é que a transferência de pacientes inicie neste sábado, dia 30, após avaliação do NIR (Núcleo Interno de Regulação) do HGR.

"Serão transferidos aqueles pacientes estáveis que já estão sendo assistidos no HGR e que apresentam critério clínico para continuar o tratamento em um hospital de retaguarda. Esperamos dessa forma evitar que pacientes fiquem nos corredores e garantir que tenha a assistência cada vez mais completa", finalizou o secretário de saúde Marcelo Lopes.

Escrito por Lidiane Oliveira

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota na qual, além de se manifestar favorável à vacinação contra o covid-19, “clama às autoridades a adoção de uma ampla campanha de vacinação”, que permitirá ao país “lograr êxito em sua cruzada” contra a pandemia.

A manifestação se dá após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter dado o aval positivo em relação à segurança e à eficácia dos imunizantes. De acordo com o CFM, “os resultados divulgados apontam taxas de eficácia que tornam possível a redução do número de casos de covid-19 de maneira geral e, em particular, em relação às formas graves da doença”, informou por meio de nota.

“A imunização de grande parcela da população é fundamental para que haja redução significativa da circulação do vírus e, consequentemente, da transmissão. Assim, espera-se controlar o avanço da pandemia e permitir a retomada plena das atividades econômicas e das relações em sociedade, tão logo grande parte da população esteja vacinada”, complementa do conselho.

O CFM ressaltou ser necessário respeitar as decisões tomadas pela Anvisa no que se refere à aprovação emergencial ou definitiva das vacinas, e com relação à transparência nos processos decisórios, bem como de monitoramento e fiscalização no período pós-vacinação. Pede, ainda, a valorização do Programa Nacional de Imunização.

Edição: Valéria Aguiar

Publicado em 15/01/2021 - 09:02 Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil - Brasília