Quarta, 24 Novembro 2021 07:36

Empresário acusa agentes ambientais de RR de apreender e afundar flutuante avaliado em R$ 1,7 milhão sem ordem judicial

Fonte G1/Redação
Caso ocorreu no domingo (21), em Caracaraí. Empresário diz que embarcação ainda não estava em funcionamento e foi levada sem que alguém assinasse notificação. Femarh afirma que flutuante afundou por "péssimas condições" e apreensão ocorreu devido falta de licenciamento e alvará. Caso ocorreu no domingo (21), em Caracaraí. Empresário diz que embarcação ainda não estava em funcionamento e foi levada sem que alguém assinasse notificação. Femarh afirma que flutuante afundou por "péssimas condições" e apreensão ocorreu devido falta de licenciamento e alvará. Foto: Arquivo pessoal

Um empresário de Caracaraí, no Sul de Roraima, registrou um boletim de ocorrência nessa terça-feira (23) contra a Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa) e Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) pela apreensão e naufrago de um flutuante sem ordem judicial. A embarcação é alugada e avaliada em R$ 1,7 milhão.

O caso ocorreu no domingo (21), em Caracaraí. Segundo o empresário, que não quis se identificar, o flutuante estava parado na calha do rio Branco e sem funcionar, pois a Justiça ainda não havia autorizado e ele dependia disso para entrar com o processo de licenciamento ambiental junto a Femarh.

No boletim de ocorrência, ele relata que a embarcação estava sendo vigiada por um funcionário, que após voltar do almoço, não encontrou o flutuante no local que havia estacionado. Uma denúncia também foi protocolada na Agência Fluvial de Caracaraí, órgão ligado a Marinha do Brasil.

A Polícia Civil informou que todas as partes envolvidas serão intimadas a depor e com o aprofundamento das investigações será possível esclarecer os fatos, com a definição sobre eventual tipificação penal ou não. A Marinha também foi procurada e aguardamos retorno.

"No domingo, o menino [funcionário] foi almoçar, e quando ele foi voltou, o barco não estava mais. Mas estava trancado. Eles [agentes ambientais] levaram o barco sem autorização, sem entregar papel para ninguém, sem ninguém assinar nada. Quando eu soube, o barco já estava no fundo. É um desespero, o barco não é meu. Eu aluguei e não usei. Está com tudo dentro", relata o empresário.


Parte interna do flutuante naufragado — Foto: Arquivo pessoal

Procurada, a Femarh informou que a embarcação foi apreendida pela Cipa, integrada por policiais militares, por estar sem licenciamento ambiental para atuar na área e sem alvará de funcionamento. Sobre o naufrago, disse que o fato ocorreu devido as "péssimas condições de estrutura". Uma equipe dos bombeiros foi enviada para fazer a retirada do flutuante da água.

"A empresa e o proprietário já tinham sido notificados para regularizarem a situação junto aos órgãos de controle, mas as multas e embargos dos órgãos ambientais foram ignorados, o que motivou a apreensão da embarcação", diz a Femarh em nota.

O empresário explicou que atua na região do Água Boa desde setembro do ano passado e, até então, trabalhava com outro flutuante, também alugado, que já será entregue ao proprietário. "Eu não posso deixar de atender meu clientes. Estou lascado (sic). Não tem dinheiro para devolver. Está tudo investido. É complicado", diz.


Corredor de quartos no flutuante — Foto: Arquivo pessoal